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Uma prática muito comum, sobre os direitos das pessoas com deficiência, tem sido a discussão e a deliberação, focada em alguns desses direitos, ou todos os de uma forma geral.
Devido esta prática, decretos, leis e outros instrumentos formais, surgem freqüentemente em todo o Brasil, particularmente nas regiões mais desenvolvidas, originando assim com igual repercussão políticas públicas em resposta às necessidades das pessoas com deficiência, refletindo valores e paradigmas vigentes em determinados lugares e tempos, registrando as mudanças de mentalidade que ocorrem ao longo da história.
A questão não é retocar à nossa legislação, maquiando e disfarçando as lacunas e as imperfeições em torno dos referidos direitos. Precisamos mudar o prisma pelo qual olhamos os direitos já ordenados e aqueles que desejamos acrescentar, substituindo totalmente o paradigma que até então temos utilizado, até mesmo inconscientemente, em nossos debates e deliberações.
Há anos venho participando e lutando pelos mais diversos segmentos sociais, difundindo o real conceito de acessibilidade, tentando equiparar as desigualdades sociais, sensibilizando muitos incrédulos quanto ao potencial, capacidade e necessidades das pessoas com deficiência... Eu também sou uma delas... Deus me deu a oportunidade de deixar minha marca na historia!
Um dos muitos paradigmas a serem quebrados seria a mudança de conceito de pessoa com deficiência para pessoas com eficiência, tendo como pressuposto básico a o potencial das pessoas com deficiência, desde que lhes sejam dados condições para que estas capacidades sejam externadas.